O luto é uma resposta emocional encontrada quando existe uma perda significativa para os seres emocionais. Associamos o luto mais a perda de pessoas queridas, mas também é considerado luto quando há um grande rompimento. Mudanças repentinas de cidade, país, relacionamentos e dentro de nós mesmos.

Qualquer mudança interna, de crenças ou de sonhos geram luto. Em menor ou maior proporção nos despedimos de versões nossas que nos eram confortáveis, em que sonhávamos com coisas diferentes ou acreditávamos ser eternas.

Como bem sabemos, “a única constância é a mudança” e existem milhares de versões de nós mesmos que se mostram de formas inesperadas, mas que são sem dúvida, mais profundas que as anteriores. Eu não digo mais “forte” porque honestamente tenho horror ao engano causado pelo termo forte nos tempos pós-modernos.

No meu caminhar a vulnerabilidade tem sido o maior dos prêmios; isso e manter ao alcance do corpo e da mente só aquilo que for profundamente honesto a alma e ao coração.

São vários os estágios experimentados durante o luto. Primeiro a negação, depois os sentimentos de raiva ou revolta. Vem a barganha com a própria dor, a depressão, tristeza profunda, o choro, a angústia até que chegue por fim a aceitação.

A sociedade passa agora por um grande luto enquanto planeta, sinto muito informar, não existe um “novo normal “e sim novas versões de nós mesmos, que espero eu, sejam mais sensíveis e conscientes.

Milhares foram os lutos individuais e a cada um deles o meu amor e respeito profundo.

Todo esse texto é para dividir essa jornada dolorosa que pode ser abraçada pelos óleos essenciais. Não existe receita mágica para as individualidades e grandezas da nossa alma, mas os aromas nunca deixam de ser pequenos milagres e descanso na loucura.

Sendo assim para o alívio do choque emocional eu indico a manjerona, que anestesia levemente a dor, trabalhando nossos corpos emocionais para o entendimento profundo do momento. Manjerona de fato abraça, nutre o coração e acalma.

Sálvia esclaréia e olíbano permitem que vejamos de cima, trabalham nosso apego, confiança, fé traçando levemente o caminho da aceitação.

Lavanda e camomila romana vão ser grandes amigas e curadoras, mas dormir nos primeiros dias vai ser difícil, mas a companhia delas te mantém acolhida.

Sândalo e mirra são minhas escolhas para seguir caminhando sem medo do desconhecido e com estrutura e discernimento. Adicione laranja doce para encher os pulmões de alegria.

O mais importante é colocar a sua saúde mental em primeiro plano e respirar.

Encher os pulmões de ar é permitir que a luz entre.

E onde há luz, há amor.

E onde há amor, há saída.

ps: não hesite em pedir ou procurar por ajuda profissional.

E repito: onde há amor, há saída.